O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
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terça-feira, abril 28, 2009
Uma pistola para Ringo

É impossível não se ser políticamente incorrecto quando se fala de Ringo ou de outros heróis míticos do cinema (quer sejam do Ducio Tessari ou mais tarde do Sergio Leone) pois não escondemos um entusiamos quase juvenil por vermos o Ringo desancar nos lacaios do poder. Achamos bem. Como achamos bem que uma sociedade se defenda VIOLENTAMENTE de fascistas, sejam de esquerda ou de direita, islâmicos ou católicos.
A esquerda sempre teve tendência para idolatrar alguns filhos da puta chamados fora-da-lei, pretensos marginais do Poder mas que em tudo o serviram e hoje servem, desde a islamizada fascista, às máfias russa ou albanesa, até aos eco-nazis com o mesmo simbolo de unicidade, perfídia e malvadez.
Depois de 11 de Setembro e ao contrário do que supôem os "quebra-montras", o Capitalismo e pior do que isso o Imperialismo, desde o das corporações americanas, germânicas, francesas, chinesas, russas ou indianas, está muito mis forte e arrogante. Pior do que isso insinua-se ainda mais nas nossas vidas. Em Portugal vai ao ponto de fiscalizar adminsitrativas que usam decote ou administrativos que não têm a braguilha bem fechada. A gravata é o sinal. Se está a rigor e se à porta da repartição tem lá o BMW ou o Audio de último modelo, o sujeito até pode pôr a pila de fora para o cliente. É políticamente correcto usar o caralho e fazer-lhe um laço, como aquele jornalista do Expresso.
Ora o Ringo de que falávamos no início, apesar do estribilho esquerdelho e reaccionário, era um sujeito que usava o chapéu sobre os olhos não apenas para esconder os ditos do Sol mas também dos canalhas que lhe serviam de alvo sempre que puxava pelo colt 38. Eles não lhe viam os olhos quando decidia sacar. E quando viam já não eram os olhos dele que viam mas os olhos da morte que os levava direitinhos ao céu, o mesmo céu que sempre ambcionaram quando se ajoelhavam e seguiam catolicamente a luturgia dominical.
O Ringo pode ser branco, negro ou pintado de azul como um quadro de Chagall, tanto dá. A questão está em que tem de ter colhões para enfrentar a canalha nova-rica, yuppie e fora-da-lei que anda pela partidária dos cinco continentes deste planeta que já viu muitos e mlehores dias.
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Revolucionários do 25 de Abril, los olvidados!

Revolucionários do 25 de Abril. A história não vos esquece camaradas!
Jaime Neves (professor de instrução primária, principal cabecilha da Revolução)
José Sócrates (arquitecto ambiental)
Manuela Ferreira Leite (escritora de antecipação científica)
Jorge Coelho (artista plástico, área das obras públicas)
Dias Loureiro (investigador do M.P.)
Mário Lino (atirador de 1ª classe, repetente)
Severiano Falcão (piloto da força aérea, foi ele que sobrevoou o Largo do Carmo)
Manuel Alegre (residente em Argel, animador de eventos)
Mário Soares (residia em Paris, o outro gémeo de Álvaro Cunhal)
Padre Melícias (artilheiro, instrutor de tiro a la prima)
Álvaro Cunhal (residia em Moscovo ou arredores, o outro gémeo de Mário Soares)
José Saramago (ainda antes de ser estalinista)
Marcelo Rebelo de Sousa (Orador e designer de fatos novos)
Pacheco Pereira (escriba do antigo Egipto, antigo sindicalista)
Beato Nuno (ex: D. Nuno Álvares Pereira)
Maria de Lurdes Ropdrigues (ex: Mariana Alcoforado, uma das modelos de Clovis Trouille)
Pedro Silva Pereira (catering, forneceu as refeições aos revoltosos e principalmente ao Chefe)
Nuno Severiano Teixeira (ajudante de artilharia, fugia mesmo ao som de um traque)
Alberto Costa (mensageiro)
Manuel Pinho (duplo nos filmes de Romero, era colocado à frente dos revoltosos para dar o peito aos inimigos da Revolução)
a lista continua...aceitam-se adendas e rectificações!
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sábado, abril 25, 2009
Um 25 de Abril dos oprimidos

(Barricada Communard, 18 de Março, Paris, 1871).
O que conviria levar adiante no 25 de Abril de hoje.
Transformar o direito à indignação (que alguns socialistas nacionais tanto gostam de propagandear sempre que estão fora do Governo), em insubordinação geral contra o Poder e os vários poderes constituídos!
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A revolução de Abril ou um cadáver à sobremesa dos ricaços?

(Fuzilamento em Montmartre dos Generais Lecomte e Thomas após as suas tropas se terem juntado à Comuna, Paris 1871)
Nota: Reconstrução fotografica.
Não foram eles que a fizeram mas são eles que homenegeiam e condecoram. Não foram eles que a fizeram mas são eles que batem punhetas e lançam foguetes ao cair da noite. Não são eles que a fizeram mas são eles que falam em nome dos que a fizeram. Não são eles que a fizeram mas são eles que a devoram nos seus banquetes palacianos - o espírito e o sangue dos seus vassalos, uma população inteira que ninguém como eles sabe enganar tão eficazmente.
Merda.
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quinta-feira, abril 16, 2009
Carta de Santiago (Chile)


Caros amigos(as) surrealistas:
Há sido longos anos de trevas para o ser humano, em que o chama do Surrealismo tem brilhado nesta aparente eterna noite. Este tem sido o caminho da iluminação - sonhos, delírio, e as profundidades do mistério revelado. Neste mover os habitantes desta terra chamada surreal finis Chile, que se mantiveram fiéis ao espírito do movimento, e assim vivo o grupo La Mandrágora, de Roberto Matta, e muitos outros amigos no mundo, que ensinou-nos que as fronteiras não existem e que essas linhas pontilhadas são apenas para a ganância de pequenos impérios.
É por isso que hoje nós chamamos a uma grande mostra multidisciplinaria, com expressões de artes plásticas, teatro, performance, cinema, vídeo, documentário, e também para criar espaço e mostrar o nosso pensamento-imaginação em conversações aqui, em Santiago, como também capaz de mostrar vídeos que voces nos enviem com mensagem para nosso encontro, e que é urgentemente necessária para esvaziar na escuridão de uma sociedade sem sonhos.
Mas a tarefa não é fácil, é sabido que a nossa América do Sul, o fosso entre os grupos dominantes na economia e do resto da sociedade é grande, neste sentido, os surrealistas coexistem na marginalidade social, mas por outra parte vivem com olhos esperançosos em sua grande maioria de pessoas. É por isso que se tratando de um evento desta magnitude requer o apoio e contribuição desde pequeno e muitos dos vários amigos próximos da nossa geografia. Este evento está sendo feito graças à solidariedade de nosso povo que habitam o mesmo que espera e luta todos os dias.
Muitos acreditaram em nós, sublinhando entre todos, o prestigiado Museo da Solidaridade Salvador Allende , o Museu de Santiago, Chile, a Universidade do Chile e o jornal "A Naçao", lugar que no século passado recebeu os membros do grupo Mandrágora, Roberto Matta e a poetisa Stella Díaz Varín. Mas basicamente a exposição do surrealismo se fará também na rua com a gente e outros grupos da juventude com intenvençoes públicas, instalaçoes, teatro de rua, performances, panfletos e murais com a participaçao dos artistas.
Apesar de que os meios de comunicação são escassos, mas as nossas mentes são enormes, e o nosso maior triunfo é o nosso trabalho e os nossos amigos em todo o mundo. Desta forma pedimos a todos os artistas, poetas, pensadores surrealistas, que ponham o melhor de si, o seu mais significativo textos, poemas, e suas obras plásticas que falem de nós na sua totalidade.
Estamos confiantes de que os meses de novembro e dezembro serao um marco nesta parte do mundo, como foi a mostra surrealista 1948 em Santiago, com a participação de La Mandrágora e Roberto Matta, a exposição surrealista de 1970, animado por Susana Wald e Ludwig Zeller. Estamos igualmente convencidos de que podemos transformar ao homem-sociedade, e que os esforços nesse sentido darão frutos, congratulamo-nos com os amigos do grupo Surr Paris do coletivo etecétera Argentina, a Fundación Granell, a Miguel de Carvalho de "Debout sur L'Oeuf" de Portugal que organizou "The Reverse of the Look" em Coimbra, "Brumes Blondes" de Holanda e milhares de amigos de todo o mundo que através dos seus esforços cream um mundo melhor, a partir da construção do Surrealismo.
Em anexo está o convite oficial e instruções para o envio das obras.
Um grande abraço para todos, o convite está feito.
Longa vida ao Surrealismo.
Os sonhos são espadas contra os governos que querem manter-nos adormecidos e sob a mais profunda ignorância e alienação.
Curadores :
Enrique de Santiago e
Ernesto Gallardo.
Março 2009.
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