O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A má lingua

O mal dizer ou a má lingua portugueses (não confundir com a ironia de Swift, de Lewis Carrol ou dos Monty Pyton), têm servido em muitos casos como a má consciência do Poder. Em geral requere-se que haja alguns nomes coliformes, sobretudo provindos das artes e das literaturas residuais, pior ainda que as do estômago pois andam sempre pela zona intestinal, e também sobretudo os mais notórios (ou com cartório notarial nas ditas áreas), gente que esgrima a arte e o talento da escrita fácil (não confundir com a dificuldade que os seus cultores têm em escrever de forma livre). Antes de mais e agora ainda mais do que nunca, se tal é possível, o que importaria, surrealisticamente falando, seria a língua à solta ou principalmente o seu espírito, o que quase sempre não acontece. O Poder é claro peida-se e ri. E afinal é o orçamento de estado que vai subir, os pobres mais pobres...

Os cultores da má língua contemporânea (Noite da Má Língua, Eixo do Mal, Quim Barreiros e outros), os quais deixariam Bordallo Pinheiro, Eça ou Ramalho Ortigão, no mínimo completamente atónitos), deram quase todos em gente colada ao poder, dos jaquinzinhos ao Tovarich. Do Quim já não se fala muito.
Mesmo quando parecem distantes dele é deles que os media falam e soltam semanalmente e em doses pendulares, o seu grito de propaganda (SICs, TVIs, RTPs e por aí adiante), para dentro dos nossos ouvidos e sentidos.

Que a revolta urge, isso sim, mas com esta gente abaixo dos seus poleiros.





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a chave e a fechadura inexistente, 5:09 p.m.

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