O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia.
Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.
email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org
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domingo, julho 20, 2008
Os Colhões do Padre Inácio
Para aqueles jovens surrealistas que agora se iniciam (não se percebendo bem em quê), é preciso dizer que o Surrealismo é visto ainda conforme as dependências e os interesses, dos própios e sobretudo dos seus adversários e inimigos. Há alturas em que os surrealistas são considerados como perigosos radicais e rebeldes. Nessa altura aproximam-se os estalinistas, os troztzistas, os anarquistas prontos a estoirar com os vizinhos. Se os surrealistas parecem dar de frosque à Revolução social e económica, à indignação e à revolta, preferindo os solares e os chalets em que a arte pode comprometer-se até com alguma subversão de pacotilha (o Surrealismo de nariz nos sovacos, como denunciava e muito oportunamente, o poeta João Garção), até os capitalistas podem FINALMENTE simpatizar com esse Surrealismo "perturbador" e "inquietante".
Cá em casa, o Portugal a leste do Cabo da Roca, para espanto daqueles que preferiam atirar sobre o regime fascista, Breton foi sempre atacado, sobretudo porque o Breton não pactuava com o oportunismo e ainda por cima um oportunismo pinto ou azevedo. Breton tinha (como todos nós), as suas debilidades, mas o que nele nos ultrapassava era a Poesia e a Verticalidade. Mesmo quando falhava era mais vertical do que os de cá. Nunca houve uma Nadja aqui. E a mais próxima do que foi a Nadja de Breton, estaria certamente enterrada nos Prazeres, tão distraidos andavam os surrealistas a condenar Breton pelas exclusões, quando excluir era o que faziam os surrealistas portugueses todos os dias, escondendo-se até dos jovens que lhes apareciam para conversar, apenas para conversar, mostrar uns quadritos, imagine-se o crime de lesa-magister.
A maior parte dos que aqui se consideraram surrealistas eram anti-Breton (caro Guy Ducornet, mete lá essa em adenda no "Parasitas do Surrealismo". Aqui houve muitos assim. Não, não eram académicos ou universitários. Eram ou consisederavam-se a si memsos, surrealistas.
Aqueles surrealistas que pintam uma lata de sardinhas e vendem-na por 1 milhão de euros, só são surrealistas porque o país a que pertencem não tem uma opinião pública esclarecida. Todos os que alguma vez pintaram mais do que uma lata de sardinhas sabem o que representa pintar. Expôr as vísceras, cortar ao meio o cortex e o cortez cerebral, mesmo uma mancha de tinta já é uma coisa séria.
Cá em casa, o Portugal a leste do Cabo da Roca, para espanto daqueles que preferiam atirar sobre o regime fascista, Breton foi sempre atacado, sobretudo porque o Breton não pactuava com o oportunismo e ainda por cima um oportunismo pinto ou azevedo. Breton tinha (como todos nós), as suas debilidades, mas o que nele nos ultrapassava era a Poesia e a Verticalidade. Mesmo quando falhava era mais vertical do que os de cá. Nunca houve uma Nadja aqui. E a mais próxima do que foi a Nadja de Breton, estaria certamente enterrada nos Prazeres, tão distraidos andavam os surrealistas a condenar Breton pelas exclusões, quando excluir era o que faziam os surrealistas portugueses todos os dias, escondendo-se até dos jovens que lhes apareciam para conversar, apenas para conversar, mostrar uns quadritos, imagine-se o crime de lesa-magister.
A maior parte dos que aqui se consideraram surrealistas eram anti-Breton (caro Guy Ducornet, mete lá essa em adenda no "Parasitas do Surrealismo". Aqui houve muitos assim. Não, não eram académicos ou universitários. Eram ou consisederavam-se a si memsos, surrealistas.
Aqueles surrealistas que pintam uma lata de sardinhas e vendem-na por 1 milhão de euros, só são surrealistas porque o país a que pertencem não tem uma opinião pública esclarecida. Todos os que alguma vez pintaram mais do que uma lata de sardinhas sabem o que representa pintar. Expôr as vísceras, cortar ao meio o cortex e o cortez cerebral, mesmo uma mancha de tinta já é uma coisa séria.
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a chave e a fechadura inexistente, 4:24 p.m.


