O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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quinta-feira, julho 17, 2008

O verdadeiro incêndio de Chicago

O verdadeiro incêndio de Chicago será no dia em que os cidadãos, autonomamente conscientes e recuperando sonhos e utopias da infância e juventude, decidem, individual e colectivamente, estoirar com os miolos do capitalismo selvagem e bárbaro, recuperando contudo o direito à livre iniciativa e à livre troca e venda de produtos, sejam eles quais foram, das drogas aos produtos alimentares, dos computadores aos apára-raios. Não queremos um "Incêndio de Chicago" que se baseie nos sindicatos e nos partidos ditos à esquerda ou noutras organizações congéneres, mesmo que amigas do ambiente e já agora do surrealismo (até porque há fases em que é o surrealismo que está a dar, veja-se a quanto se pagam alguns dos seus artistas, produzindo pouco mais do que uma manche de tinta), e nesse ponto priviligeamos o tiro aos pratos ou mesmo a canasta, porque ao menos os praticantes destas actividades não nos mandam para a prisão por sermos anti-sovkozes.

Somos pois por um incêndio geral do Capitalismo selvagem, o capitalismo das grandes corporações (trusts) e o ataque aos "maestros" dos mercados de capitais, os quais têm vindo a aumentar de apetite e voracidade no que respeita à especulação em torno agora de produtos básicos (cereais, combustíveis, e outros).

Não somos assim tanto contra o capitalismo da livre iniciativa e da livre troca e transacção de produtos, e somos muito mais contra o chamado socialismo de gaveta, um socialismo que se esconde atrás do capitalismo, que o protege e de que é servo obediente controlando assim enormes massas populacionais (muitas vezes através do chamado poder local - entre outros o poder das camionetas colectivas para ir às urnas nos dias de eleições, poder esse que não é mais do que uma das correntes do poder central e para dizer a verdade toda, do poder das grandes multinacionais).

Partir os dentes a esse capitalismo selvagem e especulativo é não apenas impôr impostos extraordinários, como propôe aqui o PCP estalinista e ao mesmo tempo pequeno-burguês, como apelar à mobilização geral contra os interesses das grandes corporações, atacando todos os seus pontos nevrálgicos, isto é, incendiando-os. Todas as revoluções são isso mesmo, até as mais pacíficas como foi o 25 de Abril de 1974 que todos, menos os fascistóides e os pides, festejaram nas ruas.

É aí que está também a chamada Revolução Surrealista, não um Surrealismo ao serviço de revoluções de partidos e sindicatos (revoluções de pacotinha e que não reformam i sistema a não ser para dar datchas e dólares aos seus aparatchiks), mas um surrealismo libertário que está onde deve estar, nas galerias, nas salas de colectividade popular e nos eventos onde se exalta o Sonho e a Imaginação, mas também nas ruas ao lado e com outros "incendiários".

Esse Surrealismo que está contra as pessoas e contra o mundo (a inspiração deve ser islamita e católica inquisitorial), em vez de lutar contra os grandes interesses, que vá para o caralho! Se querem Maomé que se ajoelhem e rezem virados a Meca mas não nos chateiem com o vosso surrealismo anti-americano e colectivizante.



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a chave e a fechadura inexistente, 1:31 p.m.

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