O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia.
Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.
email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org
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terça-feira, julho 08, 2008
Na mesa de dissecação
O cadáver acordou e quando o fez parou de súbito e olhou. Levantou-se então da mesa e com os dois braços levantados, fingindo que era um zombie.
Os patologistas, habituados à frieza dos números necrológicos, nem sequer notaram. E calmamente encaminharam-se para o café dos serviços.
Mas o cadáver continuou, foi atrás deles e sentou-se ao lado. Pediu o mesmo que eles e bebeu. Os dois sorriram para ele, não notaram a diferença e ele também não.
Mas o melhor foi quando os patologistas regressaram ao salão da necrologia. Não só não havia cadáver como era este que estava agora sobre eles, retirando-lhes as vísceras, catalogando as artérias.
Ao fundo acesa, a Antena-2 FM, a Clássica.
Com uma musiquinha do Marin Marais.
Os patologistas, habituados à frieza dos números necrológicos, nem sequer notaram. E calmamente encaminharam-se para o café dos serviços.
Mas o cadáver continuou, foi atrás deles e sentou-se ao lado. Pediu o mesmo que eles e bebeu. Os dois sorriram para ele, não notaram a diferença e ele também não.
Mas o melhor foi quando os patologistas regressaram ao salão da necrologia. Não só não havia cadáver como era este que estava agora sobre eles, retirando-lhes as vísceras, catalogando as artérias.
Ao fundo acesa, a Antena-2 FM, a Clássica.
Com uma musiquinha do Marin Marais.
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Etiquetas: gente do pior, necrologistas, os cadaveres esquisitos olham inquietos, patologistas, zombies
a chave e a fechadura inexistente, 7:48 p.m.


