O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

terça-feira, julho 08, 2008

Na mesa de dissecação

O cadáver acordou e quando o fez parou de súbito e olhou. Levantou-se então da mesa e com os dois braços levantados, fingindo que era um zombie.
Os patologistas, habituados à frieza dos números necrológicos, nem sequer notaram. E calmamente encaminharam-se para o café dos serviços.
Mas o cadáver continuou, foi atrás deles e sentou-se ao lado. Pediu o mesmo que eles e bebeu. Os dois sorriram para ele, não notaram a diferença e ele também não.

Mas o melhor foi quando os patologistas regressaram ao salão da necrologia. Não só não havia cadáver como era este que estava agora sobre eles, retirando-lhes as vísceras, catalogando as artérias.
Ao fundo acesa, a Antena-2 FM, a Clássica.
Com uma musiquinha do Marin Marais.


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a chave e a fechadura inexistente, 7:48 p.m.

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