O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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sábado, junho 07, 2008

Os pobres e os desportos náuticos - I

Como é do conhecimento geral, os pobres praticam regularmente desportos. Não porque o Estado e os ricos os mandem praticar mas porque gostam. Fazem-no com satisfação.
Correm para o trabalho, esforçam-se por atingir o fim do mês sem dívidas (e sobretudo sem dúvidas também), e nalguns casos, têm de passar vários obstáculos para não serem detidos pela polícia, a da repressão anti-motim e a dos costumes (incluindo a de comando mais alto e a mais secreta das ordens policiais, os esquadrões de polícias intelectuais, o Comissário Saldanha Sanches, o sub-Comissário Pacheco Pereira, os adjuntos Vitalino Canas e José Lello, entre outros). Ao José Lello aproveito aliás, para lhe dizer olhos nos olhos (um dos meus já está quase cego, daí...), "Olha, esquisóide de merda, vai para a puta que te pariu, és um pide constrangido meu sacana, podes já meter processo e tudo, chamo-me Carlos Martins, sou uma espécie de leproso social e o meu BI ficou algures perdido em Mértola, quando estava sob o domínio dos teus moçárabes estalinistas). Certamente competente na inteligent-cia beriana (ou bérica, ibérica, ou de Béria), mas um filho da puta é o que tu és mesmo! (se te achas um democrata e não um pide socialista e modernaço, então manda um email a responder, em vez de andares a correr para o posto da polícia mais próximo, filho da puta!).

Mas falemos hoje dos desportos náuticos dos pobrezinhos, dos mais desfavorecidos, os que tiveram aumentos no abono de família de 35 euros mensais!.
Como não têm barco à vela e muito menos iate, os pobres vão para a praia da Cruz Quebrada (e não é por acaso que esta cruz é quebrada, por serem pobres obviamente já que a cruz dos mais endinheirados está sempre intacta, tem lá o Cristo Redentor dos Mais Endinheirados - o CRME. Mas a cruzinha não está partida e se estivesse seria imediatamente restaurada por um tipo qualquer arrendado por eles, os Apóstolos do Reino, quase sempre operários de vassalagem. O Golden Kindgdom dos descamisados.

E como dizíamos, os pobres vão para a Cruz Quebrada e praticam aí futebol de praia (acessível e por vezes até mediático), jacking de carteiras (igualmente acessível mas sujeito a conflitos com outros pobres que na areia suja de óleo renovável, repousam os seus restos assalariados(1). As sandes de couratos(2) é o que está a dar. Ovas de esturjão, nem pensar. De mexilhão estragado e vá lá, pois por ali não se deita gente com dinheiro). E por fim as corridas ao pé coxinho(3), até à onda mais alta. Há sempre alguns pobres que não regressam neste tipo de actividade desportiva. O que também é bom porque em termos estatísticos o que é fundamental é diminuir o indice de pobreza, o IP. E se isso puder ser feito enquanto os pobres estão entusiásticamente a praticar desporto. Imagine-se que morriam às mãos daquela polícia que anda vestida como os fascistas islâmicos, aquele pedaço de lingerie do Intendente a cobrir toda a cabeça de cabelo à escovinha e idiota e que costuma atacar os trabalhadores revoltosos. Os media nunca mais se calariam!

O objectivo dos pobres ao praticar desportos na praia é atingir um iate dos mais ricos e fazer cócó na proa quando os proprietários estão a dormir. Nesses casos e porque isso irrita os inquilinos do iate, os pobres regressam à praia e são festejados entusiásticamente. E os que atingem o iate e descarregam a refeição de couratos no dito, são medalhados, obviamente sem originalidade nenhuma, ou seja pela ordem habitual, mas com medalhas oferecidas nas revistas da Deco-Proteste. Uma pechincha! Em geral são de níquel vulgar, vulgaríssimas pois mas com um banho doirado muito fino.

Nota:
(1) A sandes com couratos, o pedaço de choriço amarelado e a cheirar a meses de stock, o regrigerante de 3,5 litros e gaseificado para que os traques não se fiquem pelo Mi menor e portanto sejam mais sonoros.
(2) A AMI e outras organizações de grande humanidade, é o que mandam para o Afegasnitão e os afegãos já vão com sorte pois tudo aquilo vai parar aos Talibâs, envenenando-os, of course). O que é castigo bem pequeno para quem andou a decapitar oposicionistas durante anos.
(3) Que é o que geralmente é politicamente correcto exibir, nalguns casos foi devido à guerra colonial, noutros devido a operações plásticas mal sucedidas (consta que o Estado tinha deixado de pagar a certos cirurgiões alguns dos prémios que auferiam por cirurgia feita).




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a chave e a fechadura inexistente, 4:09 p.m.

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