O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

quarta-feira, junho 11, 2008

Os pobres e o SAS (Serviço de Assistência Social)

Mesmo no limite, os pobres não podem comer os pés.
Sem eles não lhes é possível caminhar até ao posto de assistência social mais próximo.

- "Os pés são obrigatórios. Sem os pés nada podemos fazer meu caro senhor. E com os pés deve trazer toda a documentação!" Isto dizia a amanuense do SAS usando a sua facies mais impenetrável.

O homem trazia uma caixinha que depositou no buraco do guichet. "Minha senhora", disse. "Estão aqui os meus pés, cortei-os ontem à noite e com sacrifício, como deverá compreender. Documentos é que não trago nenhuns".

A senhora virou-se para trás e de repente transmutou-se numa latrina do parque eduardo 7, onde um jovem placebo se injectava com água e sabão.

"Vou para o Hale-Bop", disse enquanto se desfazia em gordura de porco e excrementos.

"Preacher!" - gritámos ao longe. A cena parecia aquela da jovem adolescente a gritar no belo e perturbante filme de Clint Eastwood, "Pale Rider".





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a chave e a fechadura inexistente, 4:04 p.m.

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