O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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sábado, maio 03, 2008

O Reverso do Olhar - Uma exposição em Coimbra

Talvez por ter sido o reverso do olhar mas esta manhã acordei precisamente com uma infecção no olho direito que quase me impedia de ver. A acrescentar a esta razão algumas razões da ordem dos "recursos humanos" que realmente estão mais caros agora que temos um governo mesmo identificado com as teses da Internacional Socialista (do Plekanov, do Bukarine mas sobretudo do patrono de Mário Soares, um tal Carlucci). Para ir de Sesimbra até Lisboa e daí ir para a Gare do Oriente (e talvez por causa disso, visto que ainda estamos a Ocidente), deixou de ser uma pechincha. A viagem de comboio até Coimbra custa o equivalente a uma viagem de avião a Barcelona e volta.

Isto para lamentar não ter podido estar na abertura da Exposição Internacional do Surrealismo Actual "O Reverso do Olhar", fundamentalmente por estas duas razões, o meu olho direito estava ao contrário e a viagem é cara, de diligência (se houvesse) chegaria muito depois de realizada a pintura automática dos amigos do Grupo K da Holanda, mas é certo que chegaria lá e não gastaria tanto. E com alguma sorte encontraria a Stella Stevens ou o James Coburn (creio que nunca foram surrealistas mas como actores foram bastante melhores).

Uma dedicatória ao Miguel de Carvalho e aos que na Casa da Cultura da CMC contribuíram, (agora em 2008), para este evento. O Surrealismo longe de estar extinto, está bem vivo. O problema é saber de que Surrealismo falamos, se o Surrealismo de Dali, de Picasso, do Cândido Costa Pinto ou do Surrealismo de Breton, Artaud, Clovis Trouille, Guy Ducornet, Guy Girard e por cá de Pedro Oom, Ernesto Sampaio ou António José Forte.
O Surrealismo tem vindo a fazer-se com os seus protagonistas (nalguns casos anónimos, não pagam quotas nem saem nos opúsculos "surrealistas"), e quase sempre fica muito aquém dos seus fundamentos e princípios revolucionários. Anda-se pela estética e pela literatura, sobretudo a do estômago (surreal pois claro) e raramente se salta daí para a barricada. É que o Poder, desta vez burguês e proletário, operário e 3º oficial de repartição pública, Poder a um tempo indiividualista e massificador, está muito pior e mais sangrento. E desta vez vez já não precisa de alienar, implanta chips.


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a chave e a fechadura inexistente, 4:48 p.m.

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