O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org

quinta-feira, maio 15, 2008

E se andares por aí... (poeminha sem o menor sentido surrealista e muito menos para se lhe dar a mínima importância)

E se fôres ao mar profundo
Traz então, vá lá, um inimigo também.
E se o dito não fôr o que esperas
Inclina-o para diante e diz-lhe que o oceano é a porta do mundo!

Estava um cadáver na mesa a dissecar
veio a enfermeira e começou a berrar.
Os necrófilos a morrer, um imenso rir de dentes abertos
A assistência toda a foder, um sapato na sala a dormir
E o vinho na cave a fermentar.

O Luiz de Pacheco tinha muito menos
O haviam extraído no lar, o Espirito.
E o dito não parava de contra-verter e falar.
E de lembrar quanto bastasse,
tudo aquilo era giro no Gelo!

A Estela toda a arfar, suspirando
Não parava de contraceptar, arfando
Um vivo de mais morto que estava no caixão, as unhas a raspar,
Era um europata decerto a discursar.


Technorati Tags: , , , , , , ,

Etiquetas: , , , ,

a chave e a fechadura inexistente, 4:10 p.m.

0 Comments:

Enviar um comentário