O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

segunda-feira, maio 26, 2008

Apocalíptica Nau

Lá vem a Nau Catrineta,
não tinham muito para contar
chegaram viram, só venceram depois
uma punheta no convés a dobrar
assim coitados, de tanto ver o mar.

E que desxobertas fizestéis capitão-môr
- nenhumas, tudo estava ja visto.
Únicas, autênticas, meu senhor
Só mesmo as vistas do meu amor.

E que vistas capitão-môr?
As da cintura para baixo, por detrás do Bojador.
A pintelhaça escura e densa como a Europa do Delors
Entrar de rompante por ali adentro,
só mesmo dans le rêve, meu senhor!.

E ilhas encantadas meu capitão-môr, viste alguma?
Não, só vimos uma e era tudo menos isso.
Encantados ficámos nós de partir
Deixando lá um cura, só e o missal
para converter os ausentes e erguer capelal.

Isso que me contais, meu capitão-môr é má fortuna
Ou dêste pensar não partilhais?
Sim, tendes razão meu Senhor
O que está para lá do horizonte
É certamente obra do demo ou da poesia do Fanhais.


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a chave e a fechadura inexistente, 6:16 p.m.

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