O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia.
Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.
email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org
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domingo, março 02, 2008
Um poeta a mijar
Caro A. Pedro Ribeiro
Quando em 12 de Fevereiro nos escreveste a dizer "apoiado" e assinaste "Partido Surrealista", pensámos, por certo erradamente, que estavas a formar um partido surrealista, de nome e configuração, assim exactamente dito. Pensámos logo que era mal entendido (decerto) pois o Surrealismo dá-se, e sempre se deu muito mal com os partidos e se houve surrealistas que se deram bem, certamente não foram os próprios a beneficiar em liberdade mas os partidos a quem decidiram dar o voto e a identidade, se alguma vez a tiveram autênticamente. Medalharam-se depois e em virtude disso, a consagração veio depois (1).
Mas não cremos que possa haver um partido surrealista quando já há um partido (o nacional e socialista, de Sócrates, João Soares e Manuel Alegre, três em um como sempre), que conglomera e conglometra todos os surrealistas que desejam subir as falésias do Poder, numa espécie de subida de uma das vertentes do Everest (certamente a mais baixa e mais fácil, onde nunca se morre (con)gelado.
Para os partidos todos, incluindo o surrealista, a nossa revolta e nojo. Tínhamos um que ao menos não era burguês e muito menos novo-rico, o PC, mas era quando acabávamos de fazer os 30 anos e éramos praticamente imberbes e loucos (como dizia Breton a propósito da adesão do LSASDLR ao PC francês, teria sido ele?). Agora já não nos apetece mesmo nada, nem sequer os ditos mais "à esquerda" que são uma espécie de plataforma para coisas medonhas, piores que o Pentágono (Bloco de Esquerda, Bin Laden, Jihad Islâmica, Quer-Cus, etc.).
Quanto ao Partido Socialista, e não só o de hoje, é tão mau quanto a Pide.
A polícia de intervenção do Alberto Costa não é pior que a corja do Maltês?
Quanto à tua nota, o nosso obrigado.
Carlos Martins
Notas:
(1) A consagração nem sempre vem sob a forma de medalhas ou estandartes. Por vezes os surrealistas em "ascensão", até estão dispostos a aceitar um simples lugar na administração pública (a do Estado, entenda-se), ou a pertencer ao quadro de "excendentários" modernistas e até abjeccionistas que Deus e o pequeno diabo da Rosa Ramalho os valha. Por vezes o aparecer nas bancas de algumas livrarias ou ter o patrocínio de alguma câmara local (que paga quase tudo e até o buffet da apresentação), já é o suficiente.
Quando em 12 de Fevereiro nos escreveste a dizer "apoiado" e assinaste "Partido Surrealista", pensámos, por certo erradamente, que estavas a formar um partido surrealista, de nome e configuração, assim exactamente dito. Pensámos logo que era mal entendido (decerto) pois o Surrealismo dá-se, e sempre se deu muito mal com os partidos e se houve surrealistas que se deram bem, certamente não foram os próprios a beneficiar em liberdade mas os partidos a quem decidiram dar o voto e a identidade, se alguma vez a tiveram autênticamente. Medalharam-se depois e em virtude disso, a consagração veio depois (1).
Mas não cremos que possa haver um partido surrealista quando já há um partido (o nacional e socialista, de Sócrates, João Soares e Manuel Alegre, três em um como sempre), que conglomera e conglometra todos os surrealistas que desejam subir as falésias do Poder, numa espécie de subida de uma das vertentes do Everest (certamente a mais baixa e mais fácil, onde nunca se morre (con)gelado.
Para os partidos todos, incluindo o surrealista, a nossa revolta e nojo. Tínhamos um que ao menos não era burguês e muito menos novo-rico, o PC, mas era quando acabávamos de fazer os 30 anos e éramos praticamente imberbes e loucos (como dizia Breton a propósito da adesão do LSASDLR ao PC francês, teria sido ele?). Agora já não nos apetece mesmo nada, nem sequer os ditos mais "à esquerda" que são uma espécie de plataforma para coisas medonhas, piores que o Pentágono (Bloco de Esquerda, Bin Laden, Jihad Islâmica, Quer-Cus, etc.).
Quanto ao Partido Socialista, e não só o de hoje, é tão mau quanto a Pide.
A polícia de intervenção do Alberto Costa não é pior que a corja do Maltês?
Quanto à tua nota, o nosso obrigado.
Carlos Martins
Notas:
(1) A consagração nem sempre vem sob a forma de medalhas ou estandartes. Por vezes os surrealistas em "ascensão", até estão dispostos a aceitar um simples lugar na administração pública (a do Estado, entenda-se), ou a pertencer ao quadro de "excendentários" modernistas e até abjeccionistas que Deus e o pequeno diabo da Rosa Ramalho os valha. Por vezes o aparecer nas bancas de algumas livrarias ou ter o patrocínio de alguma câmara local (que paga quase tudo e até o buffet da apresentação), já é o suficiente.
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a chave e a fechadura inexistente, 8:43 p.m.


