O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org

quinta-feira, agosto 02, 2007

A censura no Museu de Arte Antiga



O director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), Manuel Bairrão Oleiro (la servilleta), acaba de declarar "no mínimo ofensiva e indelicada" a tomada de posição de um grupo significativo de surrealistas de Carnaxide ao denunciar como censória e absolutamente merdosa a atitude de afastamento de Dalila Rodrigues, directora do Museu de Arte Antiga.

Acredita-se nos meios da oposição ao actual estado de coisas, que muito em breve este grupo de activistas libertários seja levado a tribunal e seguidamente retirado de circulação.

Espera-se que o poeta hipócrita, tão solícito em declarar a sua crítica (ainda que mole), ao partido de que é um dos mentores principais, venha neste caso e uma vez mais a declarar a sua solidariedade com o PM, tal como o tem feito nos momentos mais difíceis vividos pelo seu partido, o mais nacional mas também e certamente o mais socialista de todos.







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a chave e a fechadura inexistente, 8:44 p.m. | link | (0) comments |

O que pensam os surrealistas dos partidos?


...
Contra a adaptação do Homem numa máquina de defender pátrias e partidos, propomos a criação do Homem-Asa, do Homem que percorrerá o Universo montando um cometa extremamente longo e fulgurante.
Para a pátria, a igreja e o estado a nossa última palavra será sempre: MERDA.


Mário Henrique Leiria
João Artur Silva
Artur do Cruzeiro Seixas

Lisboa, Abril de 1950
(Extracto de um texto dos autores referidos e impresso pela primeira vez no vol. III de "Os Modernistas Portugueses", de Petrus).



Em 1950 era assim que os surrealistas portugueses tratavam os partidos, a igreja, o estado, a pátria. E agora?






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a chave e a fechadura inexistente, 12:55 p.m. | link | (0) comments |

quarta-feira, agosto 01, 2007

Great opportunity for men to have a large size



(Cadáver esquisito elaborado a partir de um email de spam e uma foto da Torre Eiffel tirada por um turista, Carlos Martins, July, 2007).





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a chave e a fechadura inexistente, 5:28 p.m. | link | (0) comments |

O Mário sempre esteve e AINDA está por cá...


(Allan Graubard)



(Jack Dauben)


"O Templo de Cesariny de Vasconcelos
terá esbofeteadores,
e será construído com copos de estanho
encontrados num bar antigo de alguma rua estreita
e tortuosa de Lisboa,
e quer seja colorido pelo derradeiro sonho de Viriato
ou pelo sangue de Sergius Galba,
a entrada para este local de encontro nunca nos livrará
do seu enrolar-desenrolar nos nossos olhos injectados de sangue,
sóis gémeos gravados na Adaga de Dezembro,
e à medida que passamos frente à sua pena,
aquela que ostenta a palavra
DESPREZO
..."

Breve extracto do longo e belíssimo poema "Entrar Sair" escrito por Allan Graubard e Jean-Jacques Jack Dauben - USA, e dedicado a Mário Cesariny (tradução de António Simões). No original o poema foi ilustrado por Thom Burns. A versão original (em formato digital), pode ver-se num dos nossos postings anteriores.






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a chave e a fechadura inexistente, 5:01 p.m. | link | (0) comments |