O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org

sábado, dezembro 01, 2007

Resposta de Carlos Martins a Roberto Bessa (Brasil)

Caro Roberto

Se me der a sua permissão, gostaria de incluir no blog, o seu poema
"Bossanóia ou todo mundo tem direito de ser Deus"
e ainda
2 OU 3 DAS SUAS MAGNÍFICAS COLAGENS BEM
AUTOMÁTICAS.


Seria certamente uma ponte de laços perfeitos com o outro Brasil de que
aqui pouco se fala ou quer falar.
Só uma pergunta curiosa e pessoalíssima: Conhece o Sérgio Lima? Se o conhece quais as suas relações com este vulto "clássico" do surrealismo brasileiro? Conhece outros surrealistas brasileiros, como Floriano Martins ou Hélio Rola? Como interpreta o seu papel de intervenção surrealista à luz do surrealismo contemporâneo?

Tem alguma relação de companheirismo ou amizade com algum grupo ou movimento de expressão surrealista local ou é um franco-atirador, um pouco como eu aqui?

Uma nota apenas: Não sei como se diz aí mas mexerico aqui é maledicência do outro, por vezes para lhe arrebatar o lugar, algo que já parece típico nalguns surrealistas ou assim ditos (quem não é da igrejinha, sai fora!)(1)

Nota 1:
Falaremos desse espírito eclesiástico e mais do que isso inquisitorial que afecta também alguns companheiros surrealistas que vêem na presença de outros e sobretudo dos mais novos, a possibilidade de perderem algumas "esferas de influência" no milieu literáire (nacional ou internacional, tanto dá).

Carlos Martins
O Surreal e o Abjeccionismo que se lhe segue no nojo às instituições e ao Poder, sejam quais forem as formas que este assume mesmo quando condecora e "premeia" os surrealistas mais notórios

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a chave e a fechadura inexistente, 4:27 p.m.

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