O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia.
Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.
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cadaveresquisito@alternativa2000.org
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domingo, dezembro 09, 2007
Os surrealistas portugueses e a auto-crítica
A autocrítica não existe nos estalinistas mas também quase não existe na maioria dos grupos ou movimentos surrealistas, muito particularmente em Portugal.
Pedro Oom, ele próprio membro do grupo fundador, foi um dos principais críticos do grupo surrealista português e do "surrealismo português", e com razão, não só porque o tempo lha deu mas porque a razão das suas críticas era óbvia - a maioria dos surrealistas ou assim ditos transformou-se meio século depois no oposto do que defendia na sua juventude. Não tínhamos nem nunca tivemos avida-dollars porque aqui os turistas não nos visitavam para entrar pelos ateliers dos artistas adentro. Caso contrário alguns seriam piores que o Dali.
Guy Ducornet ainda recentemente escreveu uma obrinha intitulada "Os parasitas do Surrealismo" onde aborda, no contexto do ambiente universitário e académico americano, (tendo sido ele ou sendo ainda, professor de francês na Universidade de Maryland, nos EUA), o oportunismo e por vezes o cinismo snob de alguns críticos e detractores do Surrealismo e em particular de André Breton, a quem acusam de ter sido a negação do surrealisme même. O que aqui queremos deixar bem claro e em linhas muito breves, é o seguinte: se Guy Ducornet pisasse porventura por algumas horas a geografia portuguesa e sobretudo a literária e procurasse saber qual a situação do Surrealismo em Portugal, certificaria esta coisa muito simples e clara - o Surrealismo em Portugal tem vergonha de se afirmar como tal, como se ainda vivesse debaixo de uma ditadura, fascista ou estalinista (1). É verdade que os surrealistas no activo (e falo dos anos mais recentes), contam-se pelos dedos (e alguns já não os têm pois entregaram-nos a uma missão política ou partidária qualquer). Nesse ponto lembramo-nos de algumas outras expressões da resistência anti-moralista - o caso da homossexualidade ou da bisexualidade por exemplo. Mas ao contrário destas o surrealismo português não tem porta-bandeiras (o que é óptimo) mas também não tem combatentes (o que é péssimo já que abre aos flancos aos inimigos da Poesia e da Revolução).
Nota:
1- Ou então é por outro motivo e sobretudo para agradar aos vários merchants (nomeadamente os que estão encavalitados no Poder), e isso ainda é mais grave.
(continua)
Pedro Oom, ele próprio membro do grupo fundador, foi um dos principais críticos do grupo surrealista português e do "surrealismo português", e com razão, não só porque o tempo lha deu mas porque a razão das suas críticas era óbvia - a maioria dos surrealistas ou assim ditos transformou-se meio século depois no oposto do que defendia na sua juventude. Não tínhamos nem nunca tivemos avida-dollars porque aqui os turistas não nos visitavam para entrar pelos ateliers dos artistas adentro. Caso contrário alguns seriam piores que o Dali.
Guy Ducornet ainda recentemente escreveu uma obrinha intitulada "Os parasitas do Surrealismo" onde aborda, no contexto do ambiente universitário e académico americano, (tendo sido ele ou sendo ainda, professor de francês na Universidade de Maryland, nos EUA), o oportunismo e por vezes o cinismo snob de alguns críticos e detractores do Surrealismo e em particular de André Breton, a quem acusam de ter sido a negação do surrealisme même. O que aqui queremos deixar bem claro e em linhas muito breves, é o seguinte: se Guy Ducornet pisasse porventura por algumas horas a geografia portuguesa e sobretudo a literária e procurasse saber qual a situação do Surrealismo em Portugal, certificaria esta coisa muito simples e clara - o Surrealismo em Portugal tem vergonha de se afirmar como tal, como se ainda vivesse debaixo de uma ditadura, fascista ou estalinista (1). É verdade que os surrealistas no activo (e falo dos anos mais recentes), contam-se pelos dedos (e alguns já não os têm pois entregaram-nos a uma missão política ou partidária qualquer). Nesse ponto lembramo-nos de algumas outras expressões da resistência anti-moralista - o caso da homossexualidade ou da bisexualidade por exemplo. Mas ao contrário destas o surrealismo português não tem porta-bandeiras (o que é óptimo) mas também não tem combatentes (o que é péssimo já que abre aos flancos aos inimigos da Poesia e da Revolução).
Nota:
1- Ou então é por outro motivo e sobretudo para agradar aos vários merchants (nomeadamente os que estão encavalitados no Poder), e isso ainda é mais grave.
(continua)
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Etiquetas: os surrealistas e a auto-crítica, portuguese surrealists and self-criticism, surrealismo em portugal, surrealistas portugueses le surrealisme portugais
a chave e a fechadura inexistente, 1:04 p.m.


