O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

email:
cadaveresquisito@alternativa2000.org

quinta-feira, agosto 02, 2007

O que pensam os surrealistas dos partidos?


...
Contra a adaptação do Homem numa máquina de defender pátrias e partidos, propomos a criação do Homem-Asa, do Homem que percorrerá o Universo montando um cometa extremamente longo e fulgurante.
Para a pátria, a igreja e o estado a nossa última palavra será sempre: MERDA.


Mário Henrique Leiria
João Artur Silva
Artur do Cruzeiro Seixas

Lisboa, Abril de 1950
(Extracto de um texto dos autores referidos e impresso pela primeira vez no vol. III de "Os Modernistas Portugueses", de Petrus).



Em 1950 era assim que os surrealistas portugueses tratavam os partidos, a igreja, o estado, a pátria. E agora?






Technorati Tags: , , , , , , ,

Etiquetas: , , , ,

a chave e a fechadura inexistente, 12:55 p.m.

0 Comments:

Enviar um comentário