O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

domingo, junho 03, 2007

Surrealistas ou Não, de cu ao léu, perto da Fundação


(Pintura de Candido Costa Pinto)

Ao pintar um sexo nos sovacos podia ser-se surrealista. Não importava servir-se com a mesma pintura aqueles que negam toda a liberdade e todo o amor, bastava meter-se lá todo o "poder da imagem". Ao fim de alguns anos, Alexandre O´Neil mostrava também que além do poder da imagem era preciso anotar o poder do jogo de palavras surrealista e escreveu "Há mar e mar, há ir e voltar". E estamos assim até hoje, À espera que os tempos perdidos possam voltar.

Candido Costa Pinto não resistiu e foi à exposição organizada pelo Secretariado da Propaganda do antigo regime corporativo-fascista de Salazar. É certo que eram outros tempos e que hoje também são vários os surrealistas que estão com o regime que "aprisiona" as reformas dos asslariados e que estimula a delação. Candido Costa Pinto se estivesse hoje por cá seria agraciado com uma ordem qualquer.





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a chave e a fechadura inexistente, 6:46 p.m.

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