O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

sábado, abril 14, 2007

Apresentação pública do livro "Poetas na Surrealidade em Estremoz"

Com coordenação do poeta Nicolau Saião, é hoje pelas 15h00, apresentada ao público, na Biblioteca Municipal de Estremoz, a obra "Poetas na Surrealidade em Estremoz", notícia que havíamos aqui já antecipado na passada Quinta-Feira.

Embora não possamos estar presentes por motivos de ordem profissional, agradecemos o convite que nos foi dirigido e apresentamos ao autor e a todos os que contribuíram para o lançamento desta obra, os votos de maiores sucessos.

Não é nem todos os dias, nem todas as semanas, meses ou anos, que é possível em Portugal, ter nas mãos uma tão interessante e significativa recolha de poemas dos mais diversos autores que se reclamam do Surrealismo ou que, de alguma forma, com ele se identificaram.

A edição desta obra manifesta ainda toda a actualidade do Surrealismo, não apenas enquanto expressão literária e artística mas igualmente como movimento de emancipação do espírito e de exaltação do amor, do sonho e da liberdade, em todos os domínios da vida.

Calar-se-ão as vozes que teimam em identificar o Surrealismo como um movimento já ultrapassado e já empalado nas bibliotecas ou nos museus oficiais? Ou terão ainda uma ténue lucidez para perceber que há novas vozes a circular por entre as ruínas de um tempo ido?




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a chave e a fechadura inexistente, 2:58 p.m.

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