O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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cadaveresquisito@alternativa2000.org

sábado, março 10, 2007

Thom Burns esteve lá! (Thom Burns was there!)


(Desenho, Thom Burns)


("Borboletas Celestiais", pintura de Thom Burns)


("Onde estás, Quem és", Colagem de Thom Burns)

Apesar das tentativas de impedir os autores surrealistas norte-americanos de participarem na exposição, mercê de vários processos censórios agora tão em voga (o bloqueio alfandegário é um deles), os autores estiveram lá desde o início, em espirito certamente (within us), mas ainda assim presentes. Thom Burns foi um deles, a quem agradecemos a persistência e a paciência que revelou perante os "nossos" problemas "fronteiriços".


("Cadáver Esquisito", desenho por Mário Cesariny e Thom Burns, em 1976)

Mário Cesariny foi um autor universal, talvez o mais universal de todos os poetas portugueses, considerando inclusive Fernando Pessoa que, não fossem as Europálias e o interesse súbito dos golfistas ingleses e alguns franco-alemães atentos ao valor das terras ao sul do tejo, seria ainda hoje um poeta práticamente esquecido. A univesalidade de Mário Cesariny não é porém a que contenta os vários "universalismos" burgueses e chiraquianos tal como os internacionalistas-proletários. É uma universalidade em que a sua poesia e sobretudo a sua capacidade interventiva enquanto artista da surrealidade, o seu modo de estar criativo, toca todos os continentes de igual modo, com a mesma intensidade, o mesmo fogo de rebeldia. Daí que os "cadáveres esquisitos" de Mário, uma forma de intervenção criativa onde o automatismo psíquico tem a sua palavra maior, não são apenas circunscritos ao espaço "nacional", com autores de igual talha, como Ernesto Sampaio, Herberto Helder, Fernando Alves dos Santos, António Maria Lisboa, como vogando pelos espaços "bárbaros" e "forasteiros", assinando ao lado de Thom Burns, Petr Kral, Simon Watson Taylor e muitos outros.


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a chave e a fechadura inexistente, 2:28 p.m.

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