O pensamento dominante continua a considerar o Surrealismo como um movimento estético, censurando a sua componente de intervenção em todos os planos da Vida e da Sociedade, numa perspectiva libertária e emancipadora. Por outro lado considera-se o Surrealismo como algo históricamente ultrapassado, como um "fóssil cultural" (como denunciou recentemente Guy Ducornet no seu livro "Os parasitas do Surrealismo"). E contudo, a intervenção surrealista nunca deixou de se bater contra os exploradores do Espírito e contra todos aqueles que económica ou socialmente exploram o Homem, impedindo-o de respirar LIVREMENTE!!!
O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação

Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia. Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.

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quinta-feira, março 08, 2007

As obras "apreendidas" na alfândega portuguesa

Segundo informações obtidas através do responsável pelo Museu Municipal de Estremoz, Dr. Hugo Guerreiro, só agora foi "libertada" uma obra de David Coulter enviada para a exposição "Um Postal para Mário Cesariny: Viagem a Arcturus", de que temos aqui dado relevo.

Continuam retidas as obras de Jean-Jacques Jack Dauben, Terri Engel e Thom Burns, encontrando-se impedidas pela burocracia e o autoritarismo típicos da administração pública portuguesa, de serem expostas no espaço onde deveriam estar, isto é, junto às restantes obras enviadas de várias partes do planeta e que se encontram em exibição em Estremoz.

Lamentávelmente e por razões que nos ultrapassam, não foi possível emitir uma posição firme contra esta obstrução, a qual manchou inevitávelmente toda a exposição já que a ela faltaram alguns dos nomes que desde logo se haviam compromtetido a apoiar a mesma.
Tratando-se igualmente de uma posição política (já que o procedimento que levou à retenção de obras de autores americanos não foi utilizado para obras vindas de outros países fora da União Europeia), haveria que ser tomada uma posição firme e clara contra o estado de coisas que impediu a presença das obras desses companheiros e artistas, no momento da abertura da exposição.
Cesariny tê-lo-ia feito.

Tal facto não apenas pode prejudicar o retorno a Portugal de obras desses autores como inviabilizar mesmo a vinda de obras de outros autores surrealistas que, ao tomarem naturalmente conehcimento da referida ocorrência, se inibirão de colaborar em futuros eventos, por amizade e solidariedade com aqueles autores norte-americanos.

Carlos Martins






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a chave e a fechadura inexistente, 10:40 a.m.

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