O Cadáver Esquisito à mesa de dissecação
Dádá e o Surrealismo de visita a Portugal com paragem na Universidade do Minho e S. Iria de Azóia.
Uma maçada morrer de tuberculose e tão jovem.
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cadaveresquisito@alternativa2000.org
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domingo, fevereiro 18, 2007
Em breve:
A lista de participações na Exposição "Um Postal para Cesariny"

"Alchameth", pintura de Terri Engel (EUA)
(obra neste momento retida na alfãndega portuguesa)
Em breve publicaremos aqui a lista das participações nacionais e internacionais, já asseguradas e outras ainda a aguardar a chegada das obras, na exposição a que temos feito deliberadamente, larga referência neste blog.
Queremos contudo desde já confirmar a participação de um dos autores mais representativos do surrealismo de expressão francesa, o poeta e pintor Guy Girard, do Grupo Surrealista de Paris.
Devemos contudo assinalar que as obras bloqueadas na alfândega portuguesa(1), continuam por lá e impedidas de ir para o local a que eram destinadas, o Museu de Estremoz. Esperamos que haja da parte das autoridades portuguesas o mínimo de bom senso e um pouco de clarivência cultural. Sabemos que a cultura pouco importa aos que nos governam actualmente mas a verdade é que os governos passam e os artistas e os visionários ficam. Seria pois interessante que não se esquecessem desse detalhe que o Tempo se encarregará de lhes revelar um dia, deitados fora ou dentro da cama.
Recordemos que em 1984, aquando da última manifestação expressiva do Movimento Surrealista Internacional (na exposição do Teatro Ibérico), também foi necessário intervir para desbloquear algumas obras retidas na alfândega portuguesa (sempre tão diligente em impedir a entrada de obras de arte mas tão negligente a deixar passar
alguns "branqueamentos" esses sim ilegais). Já vai sendo hábito bloquear as intervenções criativas sempre que os surrealistas decidem expôr no nosso país sem que seja sob os auspícios de uma qualquer Europália ou que não tenham por detrás a benemérita Gulbenkian ou o pós-modernaço e yuppie CCB. Mas a diferença entre o que se passa agora e o que passou em 1984, é abissal - naquela altura governava um outro socialista mas mais sensível às "reservas culturais do Homem", o Dr. Mário Soares era primeiro-ministro e simplesmente actuou em defesa da exposição e das obras. "As obras serão devolvidas depois, são apenas expôr" disse ele aos "mestres" de manga de alpaca alfândegários, chuis à civil que acham que o melhor momento na sua consagração biográfica é terem feito parar numa prateleira qualquer, uma ou duas obras de artistas surrealistas. Mas dessa vez falharam o tiro pois o PM interviu. E agora, onde estão os socialistas do governo e fora dele que nada fazem (não sabem?) para desobstruir a via e deixar passar a vaga libertária a caminho de Estremoz? Não é do partido, não é o Estado a promover, claro que não. Mas onde está a tão famosa democracia portuguesa?
(1) Curiosamente ou não, todas americanas, o que faz prever que, para os zelosos alfandegários portugueses, tudo o que vem da América provém ou tem a chancela da administração norte-americana. Se o argumento é porque se trata de um país não europeu, então as obras de arte que nos chegaram dos companheiros surrealistas turcos, teriam também ficado retidas, o que não aconteceu. Ou a Turquia já é parte integrante da UE? Mesmo com o Erdogan?
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Etiquetas: a censura passa pela alfandega portuguesa, obras de arte bloqueadas na alfandega portuguesa, surrealistas retidos na alfandega
a chave e a fechadura inexistente, 11:51 a.m.


